Os artistas Charlon Cabral e Jadenilson Gomes ainda estavam atrás da cortina quando as primeiras risadas começaram a encher o ambiente. Eram as crianças respondendo à voz engraçada e atrapalhada dos personagens. Mas era apenas o começo. No palco, Protocó e Prutucu ainda iam contar a história do Mané Gostoso, aquele boneco de madeira preso por cordas que faz malabarismos quando as varetas que o prendem são pressionadas. Eles estavam inaugurando o projeto de contação de histórias do Galpão das Artes. Um espaço localizado em Limoeiro, no Agreste do estado, a 77 km do Recife, que vem revelando e recuperando histórias da cultura popular da região.
Dilhermando (E) pinta os bonecos confeccionados por Jorge e, no Galpão das Artes, crianças despertam para a tradição Foto: Inês Campelo/DP/D.A PressO espaço cultural, que funciona há dez anos, atua como sede de projetos educativos, ensaios e apresentações artísticas. Na última semana, lançou mais uma atividade que pretende transmitir aspectos da cultura popular através da contação de histórias. "O teatro é nossa arte e a contação irá agregar esse item para levar diversãoe conhecimento às crianças", disse o coordenador do projeto, Fábio de Andrade Silva. O primeiro tema trabalhado será a história do Mané Gostoso, que também foi escolhido para ser o novo símbolo do Galpão. "O Mané Gostoso é ludicidade pura e esse é o principal pilar das nossas atividades", justificou o coordenador. A apresentação é baseada no trabalho da escritora Elita Ferreira que publicou o livro Mané Gostoso no ano passado. A tradição veio à tona depois que o boneco foi citado em uma pesquisa desenvolvida por Fábio Silva sobre a cultura na infância e os brinquedos populares. Nesse processo, o pesquisador observou que Limoeiro tinha apenas um artesão que confeccionava o brinquedo. "Observamos a importância de cultivar essa tradição, tão importante para despertar o interesse lúdico, cultural e educacional das crianças", destacou. Desde o ano passado, o grupo desenvolve um projeto de divulgação e comercialização dos bonecos, levando exemplares a todas as apresentações. O destino mais recente foi Curitiba, onde o Mané fez sucesso e deixou o criador Jorge Raimundo de Araújo orgulhoso.
Dilhermando (E) pinta os bonecos confeccionados por Jorge e, no Galpão das Artes, crianças despertam para a tradição Foto: Inês Campelo/DP/D.A PressO espaço cultural, que funciona há dez anos, atua como sede de projetos educativos, ensaios e apresentações artísticas. Na última semana, lançou mais uma atividade que pretende transmitir aspectos da cultura popular através da contação de histórias. "O teatro é nossa arte e a contação irá agregar esse item para levar diversãoe conhecimento às crianças", disse o coordenador do projeto, Fábio de Andrade Silva. O primeiro tema trabalhado será a história do Mané Gostoso, que também foi escolhido para ser o novo símbolo do Galpão. "O Mané Gostoso é ludicidade pura e esse é o principal pilar das nossas atividades", justificou o coordenador. A apresentação é baseada no trabalho da escritora Elita Ferreira que publicou o livro Mané Gostoso no ano passado. A tradição veio à tona depois que o boneco foi citado em uma pesquisa desenvolvida por Fábio Silva sobre a cultura na infância e os brinquedos populares. Nesse processo, o pesquisador observou que Limoeiro tinha apenas um artesão que confeccionava o brinquedo. "Observamos a importância de cultivar essa tradição, tão importante para despertar o interesse lúdico, cultural e educacional das crianças", destacou. Desde o ano passado, o grupo desenvolve um projeto de divulgação e comercialização dos bonecos, levando exemplares a todas as apresentações. O destino mais recente foi Curitiba, onde o Mané fez sucesso e deixou o criador Jorge Raimundo de Araújo orgulhoso.
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