Páginas

A interferência das redes sociais na televisão


“A vida é um samba antigo batucado na modernidade das redes sociais.” A filosofia despenca da boca do jornalista cearense Xico Sá, um dos convidados do episódio do Diverso desta sexta-feira, reexibido na TV Brasil, às 16h30. O programa procura desvendar a interferência das redes sociais no cotidiano das pessoas, sobretudo o impulso tomado pelos Facebook e Twitter. A discussão pretende compreender o fenômeno, o enquadramento das novas mídias e a contaminação nas relações sociais físicas.

O programa destaca a nova forma de apresentar o cotidiano nas redes. Xico Sá, por exemplo, diz que se apropriou delas como se estivesse escrevendo um livro ou exercesse o ofício de jornalista. Transformou em parte da obra. Para ele, é uma nova representação da vida. Além de Xico Sá, o assunto em pauta foi abordado pela artista digital Giselle Beiguelman e os pesquisadores Richardson Pontone e Francisco Coelho. O artista Marcelo Jeneci também faz participação especial.

Alguns comentários giram em torno da necessidade de as pessoas se mostrarem nas redes. Elas só acreditariam no momento vivido quando compartilham com os seguidores. Seja sobre opinião, refeição, fim de relacionamento ou passeios. Para Giselle, a profundidade de informação no Facebook é limitada. Na análise dela, o espaço não tem memória ou arquivo. É usada de forma guerrilheira. Uma palavra como “curtir”, por exemplo, reduziria a possibilidade de estender um debate.

No programa, o pesquisador Francisco Coelho analisa as redes sociais como “remédio e veneno”. A avalanche de elogios e a interação entre os seguidores provocam uma sensação de reconhecimento. A discussão também tange o avanço da publicidade com o poder de opções como “curtir” e “compartilhar”.