Seis policiais militares foram presos, suspeitos de participarem de uma chacina na Zona Sul de São Paulo no início do ano, que deixou sete mortos. A perícia no local do crime revelou que as balas usadas pertenciam aos PMs.
Os policiais são suspeitos de envolvimento em uma chacina na Zona Sul de São Paulo. Sete pessoas foram executados em um bar na noite de 4 de janeiro deste ano. De acordo com testemunhas, os criminosos usavam capuzes e fugiram de carro.
Os assassinatos seriam uma represália de policiais militares contra um vídeo feito por um morador daquela região, que mostra um grupo de PMs abordando o servente Paulo Batista do Nascimento pouco antes de ele ser morto.
Segundo a polícia, exames revelaram que cápsulas encontradas no local do crime e duas balas retiradas dos corpos de duas vítimas partiram da pistola do PM Gilberto Eric Rodrigues, que trabalha no batalhão da área onde ocorreu a chacina.
Entre os presos está Anderson Francisco Siqueira, o PM responsável pelas armas do batalhão.
Uma câmera de segurança de uma rua próxima gravou um carro da Força Tática, grupo de elite da PM. De acordo com a investigação, nele estão três dos PMs presos: o sargento Adriano Marcelo do Amaral, o soldado Carlos Roberto Alvarez e a cabo Patricia Silva Santos. Eles teriam dado cobertura aos quatro veículos vistos com os acusados na noite da chacina.
A Corregedoria informou que o tablet da viatura com GPS não teria funcionado na hora do crime. “Desligando exatamente o GPS para dificultar as investigações. Esta não é a regra, não é o que a Polícia Militar quer. Persegue, orienta, mas ela tem a coragem, a firmeza de estar presente nas investigações e de apontar aqueles que são maus policiais para responder perante a Justiça e também disciplinarmente”, afirma Fernando Grella, secretário de Segurança de São Paulo..
Também foi preso o PM Fábio Ruiz Ferreira que, segundo a polícia, esteve no local do crime, mesmo no dia de folga. Na casa dele foram apreendidas toucas ninja e placas frias de carros e de uma moto.
Todos os PMs negaram a participação no crime. A polícia acredita no envolvimento de mais pessoas na chacina. “Nós estamos com outra linha, tem mais coisas que precisamos checar e se confirmada outra linha, mais pessoas, mais policiais militares serão presos”, afirma Elizabete Sato, diretora do Depto de Homicídios de SP.
Os seis PMs estão no Presídio Romão Gomes.
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