O debate sobre a redução da maioridade penal serve para a gente lembrar um velho vício brasileiro: o combate radical aos sintomas e não às causas das nossas mazelas sociais. Tornar a punição ao crime mais precoce pode até dar uma sensação momentânea de alívio, mas é uma medida que teria baixa efetividade na diminuição dos índices de criminalidade. Nós sequer temos condições carcerárias adequadas para reeducar os criminosos - muito pelo contrário! Na verdade, essa questão é muito maior e mais complexa do que supõe o afã reducionista.
Esse cartum do Angeli faz a caricatura perfeita da situação. E aproveito para lembrar, também, o genial geógrafo brasileiro, Milton Santos: "Fala-se, hoje, muito em violência. E é geralmente admitido que é quase um estado, uma situação característica do nosso tempo. Todavia, dentre as violências de que se fala, a maior parte é sobretudo formada de violências funcionais derivadas, enquanto a atenção é menos voltada para o que preferimos chamar de 'violência estrutural', que está na base da produção das outras, e que constitui a violência central original. Por isso, acabamos por condenar as violências periféricas particulares."
Esse cartum do Angeli faz a caricatura perfeita da situação. E aproveito para lembrar, também, o genial geógrafo brasileiro, Milton Santos: "Fala-se, hoje, muito em violência. E é geralmente admitido que é quase um estado, uma situação característica do nosso tempo. Todavia, dentre as violências de que se fala, a maior parte é sobretudo formada de violências funcionais derivadas, enquanto a atenção é menos voltada para o que preferimos chamar de 'violência estrutural', que está na base da produção das outras, e que constitui a violência central original. Por isso, acabamos por condenar as violências periféricas particulares."
Fonte: Facebook - Perfil do Ex-Prefeito do Recife, João Paulo
