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Preocupado com a queda de 35% de visitantes mulheres, governo cria medidas para proteger turistas de abusos


As visitas de turistas mulheres caíram 35% nos primeiros três meses do ano, em comparação ao mesmo período do ano passado, segundo as Câmaras Associadas do Comércio e da Indústria da Índia. Esse período de três meses veio depois de uma estudante de 23 anos ter sido estuprada em ônibus e morta por vários homens em Nova Délhi em dezembro. O crime provocou manifestações nas ruas, que chamaram atenção ao assédio e intimidação que as mulheres sofrem todos os dias no país.

 

As visitas de turistas mulheres caíram 35% nos primeiros três meses do ano, em comparação ao mesmo período do ano passado, segundo as Câmaras Associadas do Comércio e da Indústria da Índia. Esse período de três meses veio depois de uma estudante de 23 anos ter sido estuprada em ônibus e morta por vários homens em Nova Délhi em dezembro. O crime provocou manifestações nas ruas, que chamaram atenção ao assédio e intimidação que as mulheres sofrem todos os dias no país.
 
 
Apesar de as taxas oficiais de estupro per capita na Índia estarem abaixo das de muitos países desenvolvidos, especialistas acreditam que muitos dos ataques sexuais não são reportados, e o número real é bem mais alto. O ultraje público com o ataque de dezembro levou à aprovação em março de uma nova lei que impõe penalidades mais duras à violência contra a mulher e criminaliza ações como perseguição e voyeurismo.
 
Mas os ataques a mulheres continuaram com uma regularidade alarmante. Apesar de as indianas serem as vítimas mais frequentes, turistas estrangeiras também sofrem. Uma turista americana de 30 anos foi estuprada por vários homens em uma cidade do norte em junho. Ela reconheceu três deles, que foram acusados e estão sob prisão provisória.

No dia 15 de março, um grupo de homens estuprou uma turista suíça de 39 anos em Madhya Pradesh. Quatro dias depois, uma britânica de 25 anos fugiu pela sacada do seu quarto de hotel, temendo ser atacada pelo dono do local.

 “Com os recentes casos de estupro bem frescos na minha mente, viajo pela Índia sentindo muito mais ansiedade do que normalmente sinto quando estou viajando por outros países”, diz a americana Corinne Aparis, 24 anos, que está atualmente em Udaipur, no oeste da Índia. “Dá medo pensar que apenas por ser mulher alguns homens podem me ver como alvo para tal violência.”

Fonte:  http://ultimosegundo.ig.com.br