"Uma pessoa humilde que sempre deu o melhor para ver o bem das pessoas.
Inacreditável ter um fim tão brutal. Descanse em paz, Betinho!". Essa
foi apenas uma das várias mensagens deixadas no Facebook do Portal NE10
no post que noticiou a morte do professor José Bernardino da Silva
Filho, de 48 anos. Betinho do Agnes, como era conhecido, foi encontrado
morto neste domingo (17), em seu apartamento na Boa Vista, área central
do Recife. Segundo a polícia, a morte foi provocada por pancadas na
cabeça com um ferro de passar roupas. O corpo estava com os pés
amarrados e fios enrolados no pescoço. Uma tragédia que deixou perplexos
familiares, amigos e colegas de trabalho, que se despedem de Betinho,
nesta segunda, às 11h. O enterro do professor será no Cemitério de Santo
Amaro.
De acordo com a polícia, a vítima mantinha relações homossexuais e
"costumava levar diversos garotos de programa para casa". Essa será a
linha da investigação. Porém, amigos e familiares desconhecem a opção
sexual de Betinho. "Ninguém nunca soube disso, muito menos essa história
de garoto de programa. Se disseram isso é para denegrir a imagem do meu
irmão, que vivia de casa para o trabalho e para a igreja", disse uma
das irmãs do professor, Márcia Pereira, 51 anos.
Amigos que estavam no IML na manhã deste domingo afirmaram que
souberam do fato pelas redes sociais. No entanto, eles suspeitam que a
morte ocorreu na sexta-feira passada (15), quando ele não foi trabalhar e
não era encontrado via telefone. Eles contam que Betinho tinha 48 anos e
era uma pessoa muito querida nos colégios onde trabalhava.
O docente trabalhava como coordenador no Colégio Agnes, nas Graças,
Zona Norte do Recife, e também em uma escola da Rede Municipal de Ensino
em Nova Descoberta, Zona Norte da capital. Na página do Jornal do
Commercio no Facebook, alunos do Agnes estão combinando de ir para a
unidade de ensino, nesta segunda, vestidos de preto. Uma forma de
protestar contra a morte violenta do professor.
Fonte: Do NE10