Estudantes realizaram protesto pela morte de Camila Mirele e contra a
falta de segurança nos transportes públicos na tarde desta segunda-feira
(11). Cerca de 250 pessoas saíram do Centro de Ciências Biológicas
(CCB), onde a jovem estudava, em direção ao local do acidente, pela
BR-101, nas proximidades da Casa do Estudante da UFPE, na Rua Henrique
Dias, no Derby. O protesto terminou por volta das 19h após bloquear o
trânsito no local.
A estudante do curso de biomedicina da UFPE Camila Mirele morreu nesta sexta-feira (8), após cair de um ônibus lotado na BR-101, no bairro da Cidade Universitária, Zona Oeste do Recife.
Antes do protesto, parentes, professores e colegas da vítima se
concentraram em frente ao Centro de Ciências Biológicas, onde
confeccionaram cartazes e faixas com os dizeres
"#SomosTodosCamillaMirele" e "Não foi acidente".
Em discurso emocionado, o avô da vítima, o aposentado Francisco
Ferreira, 74, exigiu mais responsabilidade das empresas de transporte
coletivo e pediu cuidado aos alunos. "Meu coração está cheio de marcas.
Os alunos devem tomar muito cuidado, não quero que aconteça com mais
ninguém o que aconteceu com minha neta", disse.
Segundo amigos da estudante, Camilla era uma menina extrovertida e
estudiosa. Ela era aluno do curso de biomedicina da UFPE. Morreu na
noite da sexta-feira (8), após cair de um ônibus de linha
Bairro/Macaxeira, na BR-101, na Cidade Universitária. O acidente ocorreu
por volta das 19h.
ENTENDA O CASO - Camila
Mirele voltava da faculdade para casa no ônibus da linha
Barro/Macaxeira, às 18h, quando a porta se abriu e ela foi arremessada
para fora do veículo. Numa versão inicial, a jovem teria sido atropelada
por outro coletivo que circulava pela mesma rodovia, depois de cair.
Universitários que presenciaram a cena negam o suposto envolvimento de
um segundo ônibus no acidente.
A estudante chegou a ser socorrida e levada para o Hospital Getúlio
Vargas, no Cordeiro, na Zona Oeste do Recife, mas não resistiu. O
sepultamento foi no sábado (9), no Cemitério do Barro, também na Zona
Oeste, em clima de comoção.
As investigações começaram nesta segunda-feira (11), sob
responsabilidade da Delegacia de Delitos de Trânsito, que ouvirá as
testemunhas. Até esta manhã, a empresa Metropolitana, que opera a linha,
ainda não havia apresentado os funcionários e o veículo à polícia. O
inquérito deverá ser concluído em um mês.
Fonte: Do JC Trânsito com informações do JC Online