Quando pensamos que já vimos de tudo nesta vida, a internet nos
surpreende com mais uma novidade. Quem lembra da belfie (butt+selfie) ou
selfie do bumbum? E o aftersex? Isso sem falar nas dicas para engrossar
os lábios ou as fotos com caretas e fitas adesivas. Esses são apenas
alguns exemplos das bizarrices que surgem a todo tempo na web, mais
especificamente nas redes sociais. Uma das mais recentes tendências está
sendo chamada de ‘mangina’, na qual homens posicionam seu pênis para
trás e cruzam as pernas, sugerindo uma vagina. As imagens são postadas
nas redes sociais como Facebook ou Instagram.
Ideologicamente, o mangina é uma corrente em que homens apoiam as
mulheres apenas por serem mulheres. A palavra surgiu da união dos termos
"man" (homem em inglês) e vagina. Existe uma corrente que aponta os
adeptos da proposta como complexo de inferioridade. Há ainda aqueles que
consideram os manginas como homens castrados psicologicamente.
Apesar da proposta ideológica, as redes estão cheias de homens que fogem da seriedade e brincam com o tema. Para o doutor em comunicação e pesquisador de Cultura Pop, Thiago Soares, a internet é um campo fértil onde as pessoas têm toda disponibilidade de acesso à sites com conteúdo sexual o que acaba sendo refletido em comportamento das pessoas na cultura virtual.
“Nunca se viu tanta genitália. Hoje as pessoas perderam os pudores e tem
compartilhado esse tipo de imagem. Em geral, tudo que tem conotação
sexual ou de duplo sentido acaba sendo viralizado, por isso esse tipo de
conteúdo faz tanto sucesso na web˜, avaliou Thiago Soares, que também é
professor de Comunicação Social na Universidade Federal de Pernambuco
(UFPE).
Além da moda do mangina, os usuários das redes sociais também têm
resignificado ferramentas como o Dubsmash. O aplicativo de dublagem,
que já tem mais de 20 milhões de downloads, tem ganhado vídeos em
versões mais sexuais, e um tanto “esquisitas”, das músicas propostas
pelo app. Assim, o que surgiu primeiro como brincadeira acabou
descambando para o trash.
Na opinião de Thiago Soares, a internet pautou na vida das pessoas para
que elas olhem as coisas que são “feias”, sejam as imagens mal definidas
ou a comunicação através dos Memes, assim como os conteúdos que causam
mais estranhamento. “Alguns perfis de celebridades, por exemplo, estão
repletos de postagens toscas, trollagens, montagens grotescas que beiram
o escatológico, porém muito consumidos”, ressaltou o estudioso da
Cultura Pop.
Fonte: Do NE10