O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) apresentou nesta
segunda-feira (13), dia em que o Estatuto da Criança e do Adolescente
(ECA) completa 25 anos, um balanço que aponta avanços gerados pela
legislação brasileira nas áreas de saúde, educação e combate ao trabalho
infantil. Apesar de o Brasil ter registrado evolução nesses índices ao
longo da vigência do ECA, o Unicef ressalta que ainda é um "grande
desafio" tentar reduzir os homicídios de crianças e adolescentes.
Desde 1990, quando o estatuto entrou em vigor, dobrou o número de
assassinatos de menores de 18 anos, demonstram informações do
Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus). O
número de homicídios de crianças e adolescentes, segundo dados do
Datasus apresentados pelo Unicef, passou de 5 mil casos por ano, em
1990, para 10,5 mil casos por ano em 2013. De acordo com a entidade
ligada às Nações Unidas, 28 crianças e adolescentes são assassinados por
dia no Brasil.
O Unicef estima que, se as condições atuais forem mantidas, o país pode
registrar 42 mil assassinatos de adolescentes entre 2013 e 2019.
Segundo o balanço, as principais vítimas dos homicídios são meninos negros, pobres e que vivem nas periferias e em áreas metropolitanas das grandes cidades. A quantidade de assassinatos de adolescentes negros é quase quatro vezes maior quando comparada aos homicídios entre jovens brancos, segundo o Unicef. Além disso, o fato de ser homem multiplica em quase 12 vezes o risco de um adolescente ser vítima de homicídio.
Segundo o balanço, as principais vítimas dos homicídios são meninos negros, pobres e que vivem nas periferias e em áreas metropolitanas das grandes cidades. A quantidade de assassinatos de adolescentes negros é quase quatro vezes maior quando comparada aos homicídios entre jovens brancos, segundo o Unicef. Além disso, o fato de ser homem multiplica em quase 12 vezes o risco de um adolescente ser vítima de homicídio.
O órgão destaca, ainda, que o Brasil aparece em segundo lugar no ranking
dos países com maior número de assassinatos de meninos e meninas de até
19 anos, atrás apenas da Nigéria.
A estudante Aíla Oliveira, de 17 anos, que faz parte do Coletivo Nacional de Juventude Negra Enegrecer, afirmou durante o balanço dos 25 anos do ECA que é uma “dicotomia” a redução da mortalidade enquanto ocorre aumento do homicídio de adolescentes. “A gente preza pela vida da criança e não é capaz de fazer com que ela se torne um adulto”, enfatizou.
A estudante Aíla Oliveira, de 17 anos, que faz parte do Coletivo Nacional de Juventude Negra Enegrecer, afirmou durante o balanço dos 25 anos do ECA que é uma “dicotomia” a redução da mortalidade enquanto ocorre aumento do homicídio de adolescentes. “A gente preza pela vida da criança e não é capaz de fazer com que ela se torne um adulto”, enfatizou.
Fonte: G1