Um jovem de 18 anos morreu na noite de sexta (24), em Ribeirão Preto,
após injetar hidrogel no pênis. O rapaz deu entrada no Hospital das
Clínicas da cidade no fim da tarde e morreu quatro horas depois.
No boletim de ocorrência, consta que a
causa da morte foi uma embolia pulmonar. Segundo especialistas, isso
pode acontecer quando o produto é injetado em um vaso sanguíneo.
O hidrogel teve a a importação e a comercialização proibidas no Brasil após o caso com a modelo Andressa Urach no final do ano passado. A gaúcha ficou internada em um hospital no Rio Grande do Sul devido a complicações ocosionadas pela aplicação
da substância. Hoje recuperada, a modelo chegou a aplicar 500
mililitros de hidrogel em cada perna. Antes do veto, o uso do produto
era recomendado somente para o preenchimento de rugas na face e no
pescoço. No entanto era bastante difundido seu uso para aumentar o
volume de glúteos e pernas.
“Muito aplicam o hidrogel para aumentar o volume de partes do corpo. O
corpo humano, porém, é feito para combater qualquer corpo estranho
dentro do organismo”, afirma Sheila Gonçalves, diretora técnica da
Medicatriz Dermocosméticos, que é farmacêutica e pós-graduada no setor
de cirurgia plástica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Embora o produto esteja vetado pela Anvisa, as clínicas que tinham
estoque ainda podem fazer sua aplicação. Ele também é facilmente
encontrado em sites na internet.
Apenas médicos podem realizar a manipulação da substância. Biomédicos
ou clínicas de estéticas não são autorizados a realizar este tipo de
procedimento.
Fonte: Pernambuco Conectado