Foto ilustrativa
Uma menina, de 12 anos, cuja identidade não foi divulgada,
surpreendeu magistrados de uma corte no Uruguai, na última quarta-feira,
ao expressar o seu desejo de se casar com o próprio pai, de 41 anos,
que a engravidou após um caso de abuso sexual. A vítima, que recusou a
opção de interromper a gravidez, hoje está com sete meses de gestação.
Seu agressor, cujo nome também é mantido em sigilo, está preso. As
informações são dos sites “Diario La Republica” e “El País”.
“Eu
quero me casar, ainda que a lei me proíba”, disse a menina, que
acrescentou: “Quero ter meu bebê. Já até tenho roupinhas. Não importa
que eu seja jovem”.
O caso levantou polêmica no país. Na época, em uma entrevista com um
psicólogo, a menina afirmou que quis engravidar. A mãe (da vítima)
afirmou que concordava com o aborto. Porém, os responsáveis pelo
Ministério da Saúde Pública afirmaram que não poderiam obrigar a garota a
interromper a gravidez, mesmo com a previsão dos médicos de que
continuar a gestação poderia lhe causar problemas de saúde.
“A
menor (estuprada e grávida) não está consciente de sua atual situação.
Seu único interesse é preservar o relacionamento (com o abusador), que
se dá pelo seu baixo nível intelectual e transtornos de conduta e
impulsividade”, esclareceu o psicólogo em seu parecer sobre o caso. “A
menor se encontra em uma situação de extrema vulnerabilidade emocional e
existencial”.
O caso da menina, cuja família é de baixa renda,
está sendo acompanhado pelas autoridades uruguaias, que os tem ajudado.
Saudável, ela deve ter o bebê dentro do prazo previsto pelos médicos. O
pai dela segue preso. Pela lei, ela não pode se casar com ele.