Os três foram condenados por homicídio
doloso duplamente qualificado, sem chance de defesa à vitima e por
motivo fútil, e por três tentativas de homicídios. Waldir pegou 22 anos e
seis meses de reclusão; Luiz foi condenado a 25 anos, 7 meses e 15 dias
de reclusão; e Everton a 28 anos e 9 meses de reclusão.
“A gente sai mais aliviado
daqui porque a justiça foi feita. A dor permanece, mas a gente caminha”,
afirmou o pai de Paulo Ricardo, José Paulo Gomes. A promotora Dalva
Cabral acredita que, com essa decisão, as famílias vão poder voltar a
frequentar os estádios.
“Esse julgamento marca um novo tempo. O conselho de sentença põe fim à
incitação da violência. Acho que a gente dorme mais tranquilo esta
noite”, afirmou a promotora.
A defesa de Everton Santana, que recebeu
a maior pena entre os três por possuir antecedentes criminais, vai
recorrer da decisão. “Nossa tese não foi aceita pelo júri. Com certeza
vamos recorrer”, afirmou o advogado Adelson da Silva. O advogado Paulo
Sales, que defendeu Luiz Cabral, também afirmou que vai recorrer.
“Ele
não agiu com dolo, mas culpa consciente. O resultado não é o pretendido e
já registramos em ata que pretendemos recorrer”, apontou.
Já o defensor de Waldir Firmo, Rômulo
Alencar, explicou que ainda vai avaliar se vai recorrer. “Reconhecemos a
soberania do conselho de sentença. Iremos ainda analisar se vamos
entrar com recurso”, ponderou.
Os réus foram condenados no júri popular
realizado nesta quarta-feira (2). O julgamento foi presidido pelo juiz
Jorge Luiz dos Santos Henriques, na 2ª Vara do Tribunal do Júri do
Recife, no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano.
O júri popular começou por volta das
9h40 desta quarta-feira (2), com o sorteio dos jurados que compõem o
Conselho de Sentença: cinco homens e duas mulheres. Em seguida, houve a
leitura da denúncia e haveria a ouvida dos réus, que preferiram não se
pronunciar. A defesa e a acusação realizaram os debates, que duraram
mais de três horas. A sentença foi lida por volta das 22h15.
A acusação defendeu a culpa dos três
acusados, com a promotora Dalva Cabral ressaltando a intenção que eles
tinham de matar alguém da torcida rival. A defesa negou essa vontade,
defendendo que nenhum deles tinha essa intenção. Durante o embate entre
defesa e acusação, a promotora Dalva Cabral lembrou que a distância de
cem metros entre o local de onde foram arrancados e o local de onde
foram jogados os vasos sanitários prova que havia uma motivação.
Fonte: Pernambuco Conectado