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Estupro, assaltos, armas e arrastão assustam estudantes da UFPE



O medo tornou-se rotina no campus Recife da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Estupro, assalto, arrastão. Segundo os alunos, já houve de tudo na instituição nas últimas semanas. Muitos estudantes foram feridos ou roubados. O restante, que antes se orgulhava de estar em uma das universidades federais mais bem avaliadas do país, agora tem medo de ir à aula.

A onda de violência veio à tona há dez dias, quando uma aluna revelou ter sido estuprada na saída da universidade. Eram 20h30 quando ela foi rendida por um homem, que levou seus pertences e a fez andar ao seu lado, de mãos dadas, até um terreno baldio. Ali, em frente à Casa da Estudante Feminina, a jovem contou ter sido agredida e estuprada. Ela conta que o homem já havia abordado outras duas mulheres no mesmo dia. Traumatizada, a vítima desistiu da faculdade e voltou para sua cidade natal. “Sim, esses acontecimentos destroem sonhos e 'tiram' a liberdade de viver”, escreveu na rede social.

 O relato da estudante assustou e gerou revolta entre os alunos da universidade e os relatos de violência só aumentam. Alunos assaltados e ameaçados têm compartilhado histórias no grupo da UFPE no Facebook para alertar os colegas e cobrar medidas de segurança. Segundo os estudantes, assaltos já eram comuns, mas estão cada vez mais frequentes. Só nos últimos dez dias, foram relatados nas redes sociais ao menos cinco assaltos, um arrastão e uma tentativa de estupro. Homens armados também foram vistos entre os prédios da universidade.

A Polícia Civil informou que o delegado Joel Venâncio é o responsável pela investigação do caso de estupro. O G1 tentou contato com ele mas não obteve retorno. Em nota, a Polícia Militar informou que a segurança da área interna é de responsabilidade da universidade e assegurou que faz o policiamento ostensivo da área externa por meio do 12º Batalhão da PM, do Grupamento de Apoio Tático Intensivo (Gati) e do motopatrulhamento. O telefone da Patrulha do Bairro é o 98494.3082. A PM pede ainda que as ocorrências sejam registradas na Polícia Civil e que os estudantes evitem expor objetos de valor.

Vejam mas informações no G1

Muitas paradas de ônibus não têm iluminação ou segurança e ficam em locais desertos (Foto: Marina Barbosa / G1) 


Fonte:
Marina Barbosa Do G1