Uma entrevista concedida na manhã de
hoje (15) pelo morador de rua, José Cícero da Silva, de 43 anos, revelou
a face mais monstruosa do homem que confessou ter matado o garoto
Wallysson Pedro, de 9 anos. Na entrevista convocada pela delegada da
214ª Delegacia Circunscricional da Polícia Civil, Poliana Nery, que
esteve à frente do caso, José Cícero mostrou frieza de como planejou e
executou o crime.
Ele disse que contou com a ajuda de um
menor de 16 anos, o qual era conhecido da família da vítima e que teria
recebido R$ 10 para atrair a criança até a antiga Praça da Sementeira,
no Quilômetro 2, de onde Wallysson desapareceu desde a terça-feira (13).
“Eu disse a ele [menor] que queria um menino, aí ele disse que
conhecia um e eu dei R$ 10 para ele comprar droga e trazer o menino para
mim. Aí nós pegamos o menino, fomos para a lagoa do Antônio Cassimiro e
lá nós dois estupramos ele. Depois e matei”, confessou o morador
de rua, que disse ter asfixiado Wallysson. O corpo do garoto foi
encontrado no final da tarde de ontem (14), no canal da lagoa.
Histórico criminoso
Além do assassinato de Wallyson, José
Cícero confessou ter cometido mais quatro crimes, sendo dois em
Petrolina e três em Santa Maria da Boa Vista (PE), onde o criminoso
matou uma mulher, abusou e assassinou outras duas crianças (sendo uma
delas com deficiência mental). A justificativa dele para os crimes foi
inacreditável. Ele disse à polícia que não era usuário de drogas e só
cometia os crimes sob efeitos de cachaça. “Droga não. Só fazia isso mesmo por causa da cachaça”, revelou o assassino.
Em entrevista, o assassino confessou
também que foi ele quem cometeu outro crime que chocou Petrolina em
julho deste ano, quando o garoto Pedro Felipe, de apenas 10 anos, foi
encontrado carbonizado em um matagal no bairro Pedra Linda. Sobre este
caso, o acusado disse ter usado um filhote de burro para atrair Pedro
Felipe e assim cometer o crime.
“A mulher estava criando um burrinho
e ele [vítima] gostava do animal, gostava de brincar, aí um dia eu
peguei o animal chamei ele para brincar e ai estuprei também e matei”, revelou.
A delegada Poliana Nery disse que José Cícero foi apontado como suspeito logo após o desaparecimento do menino. “Um
dia depois começamos a fazer buscas e tivemos informações que lá na
praça tinha um homem com histórico de crimes. Interrogamos ele, mas ele
disse que estava na casa de uma companheira. Fomos até a casa desta
mulher e ela negou que ele estivesse lá e, inclusive, disse que ele
tinha sido expulso de casa devido a ter estuprado duas crianças da
família, então o ciclo se fechou. Estamos levantando o rastro para
descobrir outros crimes”, afirmou a delegada.
O pai do menino, José Ricardo, informou
que a família vive momentos de muita dor e que a mãe do menino chegou a
ser hospitalizada após entrar em estado de choque. “Quando disseram
que tinham achado um menino morto na lagoa, a gente estava pedindo que
não fosse ele. O corpo estava desfigurado, mas os irmãos reconheceram. A
mãe dele foi para o hospital porque ela estava passando muito mal”. Os pais da vítima são separados e atualmente o menino morava com sua mãe na casa da avó.
O assassino foi indiciado por homicídio
triplamente qualificado. Já o menor envolvido será enviado à Fundação de
Atendimento Socioeducativo (Funase), onde deve permanecer por apenas
três anos.
Fonte: Blog Carlos cabrito