Olivia Gillies é uma menina britânica de quatro anos que está se
preparando para seu primeiro dia na escola. Até aí tudo estaria normal,
se não fosse por uma condição: ela nasceu com uma síndrome rara que faz
com que a língua não pare de crescer.
Os pais de Olivia, Emma e Ian
Gillies, que já tinham outros quatro filhos, descobriram que a menina
era portadora da síndrome de Beckwith-Wiedemann aos sete meses de
gestação, sendo possível ver sua língua nos exames de ultrassom. Os
pacientes afetados por esse problema genético podem apresentar crescimento anormal de outras partes do corpo, como os membros e os órgãos internos.
Emma e Ian levaram a menina para casa
sabendo que ela precisaria voltar ao hospital para se submeter a
cirurgias de correção enquanto ainda era bebê. “Infelizmente, eu não
podia amamentá-la no peito. Ela teve que ser alimentada por meio de um
tubo durante um longo tempo, pois tínhamos medo que a língua pudesse
bloquear sua respiração”, contou Emma.
Com menos de seis meses de idade, em
setembro de 2010 Olivia passou por sua primeira cirurgia. “Nessa época, a
língua dela era tão grande que chegava a cobrir seu queixo”, disse a
mãe. Infelizmente, a paciente também precisou ser submetida a uma
traqueostomia para poder respirar.
Embora houvesse esperança de que a primeira cirurgia pudesse resolver o problema, a criança precisou de mais duas operações, que foram realizadas nos dois anos subsequentes, até que os médicos estivessem seguros
de que sua língua se desenvolveria normalmente. Em 2012, o orifício
feito na traqueostomia foi fechado, permitindo que hoje Olivia possa
comer e respirar normalmente.
“Ela demorou um pouco para andar e ainda
está aprendendo a falar corretamente. Os membros da família conseguem
entendê-la, mas as pessoas de fora têm alguma dificuldade para se
comunicar com ela. Olivia é uma menina muito animada e ama brincar com
seus irmãos. Depois de tudo o que aconteceu, ela é uma criança muito
feliz”, disse Emma.
Fonte: Pernambuco Conectada