Durante seis meses,
pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) analisaram a
infraestrutura de todas as escolas estaduais da educação básica do
estado. Há dados preocupantes entre os encontrados: 57% das instituições
analisadas estão abaixo do nível adequado, enquanto 19% – quase o dobro
do nível nacional – estão ainda no nível elementar, a mais baixa classificação.
O estudo atende demanda do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de
Pernambuco (Sintepe), e deve nortear pedidos de ação aos gestores no
âmbito educacional.
O nível elementar é aquele
em que a escola possui somente às condições primárias para funcionar:
água, sanitários, cozinha e energia elétrica. “Isso é preocupante”,
afirmou, durante coletiva,
a professora Márcia Aguiar, coordenadora da pesquisa. “Temos uma
situação precária no Brasil em relação à situação física das escolas,
que foram classificadas em elementar, básica, adequada e avançada de
acordo com sua infraestrutura. É importante observar que essa foi uma
pesquisa censitária, onde todas as escolas do Estado entraram no
processo.”
As escolas básicas são aquelas que, além das condições
elementares, possuem também sala de diretoria e equipamentos como
televisão e computador. Já as adequadas – nível não atingido por 74% das instituições de ensino estadual
do Agreste Central – são as que permitem, por meio de sua estrutura, um
ambiente propício para ensino, aprendizado e convívio social. Fernando
Melo, presidente do Sintepe, informa que a pesquisa será repetida
anualmente. “No final de 2016 queremos fazer a pesquisa de novo, pois
assim poderemos comparar se houve melhora, piora, ou se ficou tudo na
mesma.”
Ele também afirma que o Sindicato pretende cobrar do Governo do
Estado, a partir desses dados, melhora no ambiente de convivência e
aprendizado para os alunos e professores. “Existem coisas muito básicas
que não são resolvidas, como escolas muito quentes ou com um número
muito alto de alunos para uma sala só. Vamos entregar uma cópia do
estudo completo ao Governo, para que chegue às mãos do Secretário de
Educação.”
Apenas 4% das escolas públicas geridas pelo Estado de Pernambuco
são consideradas avançadas. Ainda assim, esse número é 1% mais alto do
que a média brasileira. As escolas avançadas são aquelas que contam com
laboratório de ciência e dependências adequadas para estudantes com
necessidades especiais.
Fonte: Pernambuco Conectado