Você já deve ter ouvido falar da flor de sal, um aglomerado de cristais
que se forma na superfície da água do mar e que serve como uma
alternativa mais saudável ao tradicional sal de cozinha. O problema é
que o produto costuma ser produzido fora do Brasil e chega aos
supermercados nacionais com preços bem salgados, com o perdão do
trocadilho.
Mas uma pequena planta nativa de regiões litorâneas de Santa Catarina
está sendo estudada também como alternativa ao vilão da pressão alta. O
sal verde, extraído da Sarcocornia Ambigua,
uma espécie de ‘cáctus aquático’, tem três vezes menos cloreto de
sódio do que o sal convencional e ainda ajuda a controlar o colesterol e
até alguns tumores.
A planta foi descoberta há 10 anos em Santa Catarina pela bióloga e
fitoterapeuta Cecilia Cipriano Osaida e por Amaury Silva Júnior, na
época pesquisador da Epagri, hoje aposentado. Atualmente, pesquisadores
da UFSC estão estudando como produzir a planta em larga escala e
disponibilizá-la para consumo.
Localizada no Bairro Barra do Aririú, em Palhoça, há registros da
espécie também em São Francisco do Sul e no Rio Grande do Sul, o que
indica que, possivelmente, a planta tem condições de se desenvolver em
todo o litoral do Sul do Brasil.
A ideia, no futuro, é produzir o sal verde em antigas áreas de
cultivo de camarões. Os estudos para possibilitar que o sistema de
produção mantenha as características da planta ainda não tem data para
começar e devem durar até três anos.
Fonte: obaratodefloripa