No município de Limoeiro de Ajuru, interior do Pará, pacientes tem que
improvisar para ir até o hospital, porque faltam ambulâncias.
Imagens mostram um paciente com suspeita de derrame que estava sendo
carregado num carrinho de mão. Moradores que passavam na hora ajudaram a
carregá-lo até a emergência.
Na cidade, os carroceiros é que servem de ambulância. A cidade não tem serviço de atendimento móvel, nem Corpo de Bombeiros.
O Hospital Municipal de Limoeiro de Ajuru tem duas ambulâncias, mas
nenhuma delas está funcionando. Uma delas está parada há mais de quatro
anos nos fundos do hospital. A outra ambulância foi localizada na cidade
vizinha, Cametá. No capô foi encontrado massa de tapioca e camarões no
sol para secar.
O secretário de Saúde de Limoeiro disse que vai resolver o problema
das duas ambulâncias, mas não deu prazo para isso e disse também que
depois de prontas, as ambulâncias só serão usadas para levar pacientes
para outros hospitais.
''Não são ambulâncias para carregar pacientes pras suas casas nem
trazer das suas casas porque esse serviço o hospital não presta. Ele não
recebe recurso para prestar esse serviço'', fala o secretário de Saúde
de Limoeiro, Edson Marques.
De acordo com o Ministério Público o município tem a obrigação de
socorrer os moradores em caso de urgência. “Nada impede que se utilize a
ambulância para efetuar o transporte dessas pessoas que necessitam de
um atendimento médico e que não tem condições de se locomover. Mesmo
porque é obrigação do município prestar esse serviço”, diz o procurador
público Bruno Valente
.