A Secretaria de Defesa Social (SDS)
anunciou, no início da tarde desta segunda-feira (4), o concurso para as
Polícias Civil e Científica de Pernambuco. Ao todo, serão 966 vagas
distribuídas entre 100 delegados, 500 agentes, 50 escrivães, 40 médicos
legistas, 56 peritos criminais, 51 peritos papiloscopistas, além de 169
auxiliares. O edital será publicado nesta terça-feira (5) no Diário
Oficial (DO). A divulgação do concurso veio seguida do anúncio do novo
código penitenciário, que sairá na mesma edição do DO.
Para se candidatar a uma vaga
nas Polícias Civil e Científica será necessário preencher os requisitos
do edital. Cada vaga apresenta um perfil diferenciado, mas todas exigem
diploma superior reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) e
Carteira Nacional de Habilitação (CNH), no mínimo B. A remuneração varia
de R$ 3.276.42 a R$ 9.069.81. A inscrição, que deve ser feita por meio
do portal da banca organizadora, será no valor
de R$ 200 para delegado de polícia, médico legista e perito criminal.
Custará R$ 160 para os cargos de agente, escrivão, perito
papiloscopista, auxiliar de perito e auxiliar de legista.
A seleção terá duas etapas. A primeira
contará com cinco fases: haverá provas de conhecimentos até
investigação social. A segunda etapa consiste na realização do Curso de
Formação Profissional na Academia Integrada de Defesa Social, com
duração média de cinco meses.
Após a posse, os novos servidores terão
uma jornada de trabalho de 8 horas diárias ou 40 horas semanais,
ressalvadas as especiais (em regime de plantão) que observarão a
proporcionalidade limite de uma hora de trabalho, para três de descanso.
O
concurso será organizado pelo Centro Brasileiro de Pesquisa em
Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe). De acordo com o
secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, da data da publicação
até o resultado final dos exames, deve demorar cerca de um ano e meio
para esse efetivo estar nas ruas de Pernambuco. “Um ano do processo
desde o edital até o resultado, mais, pelo menos, quatro meses de curso.
Então, arredondamos para um ano e seis meses”, explicou.
Apesar da demora em, de fato, aumentar a
presença policial no estado, o secretário acredita que o anúncio é um
grande passo para o momento delicado da segurança pública em Pernambuco.
“Mesmo com a crise que nós temos no país, mesmo com a queda de
receitas, havendo essa necessidade de mais policiamento o edital foi
sancionado”, ponderou.
De 1º de janeiro a 28 de março,
ocorreram em Pernambuco 1.031 homicídios. “A cada semana, nos reunimos
para entender onde houve mais homicídios, se há um crescimento e
entender qual a motivação. Com esses dados nós montamos um esquema que
pode funcionar num mês e no outro não. Eles [criminosos] correm e nós
corremos atrás. Nosso efetivo não é infinito. Nós temos que distribuir
da melhor forma possível”, completou o secretário.
Carvalho também comentou o episódio ocorrido no último sábado (2), quando uma turista
foi esfaqueada durante um assalto nas proximidades do Porto do Recife,
após desembarcar de um navio. O secretário afirmou que já determinou ao
comando da Polícia Militar que reforce o policiamento e a inteligência
na área para que os suspeitos sejam capturados.
Fonte: Pernambuco