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O brega visual da banda Kitara



A fama alcançada pela banda Kitara parece não ter contaminado negativamente seus dois principais integrantes, os vocalistas Carla Alves e Rodrigo Mell. A simpatia e poder de comunicação da dupla é uma das explicações para o sucesso do grupo, além, obviamente, da musicalidade suingada e irresistível do brega kitariano. Eles rebolam, sorriem, pregam o amor e – embora os shows sejam verdadeiras megaproduções – não escondem suas origens humildes.

No palco, os fogos de artifício, as projeções de imagens, o gelo seco e as roupas brilhosas comprovam que nem tudo no mercado da música é sonoro. O poder do visual mostra seu império no novo DVD da banda Kitara, Planeta do amor, filmado no último mês de abril no Chevrolet Hall. O disco foi apresentado ontem ao público recifense em evento restrito a convidados e chega às lojas a partir da próxima segunda-feira.

Criada em 2010, a banda Kitara surgiu no auge da inserção do brega no universo comercial da música. Antes disso, o ritmo era criado e consumido na periferia, em um movimento de retroalimentação que não duraria muito tempo. Hoje em dia, a sonoridade que mistura lambada, pop e eletrônico não se limita a fronteiras. Conquista um público heterogêneo, formado por classes sociais e faixa etárias diferentes.
Como fala de amor, um tema amplo e universal, a Kitara consegue conquistar ainda mais fãs. “Bandas que criam músicas com assuntos não apelativos, como a nossa, têm mais facilidade para crescer. É mais fácil quando os temas não são nem oito, nem oitenta”, explica a vocalista Carla Alves tentando justificar o sucesso da banda.

Fonte:  conline.ne10.uol.com.br